OS TRÊS PORQUINHOS CONCURSEIROS
 
 
          Caro (a) amigo (a) concurseiro (a), muita paz para você e sua família. Existem coisas na vida que embora sejam antigas são sempre muito atuais. As fábulas infantis, escritas há tanto tempo, são exemplo disso. Histórias simples e divertidas com um fundo moral que ao longo do tempo vêm encantando crianças e adultos.
          Amigo (a) leitor (a), certamente você se recorda ou até tem preferência por algumas destas histórias. Uma das que mais aprecio, talvez por ser palmeirense, é a fábula conhecida como “Os três porquinhos”.  O enredo é conhecido: três irmãos porquinhos (se não me engano seus nomes são: Cícero, Heitor e Prático) constroem suas casas para se proteger do voraz Lobo Mau, que quer devorá-los. Os dois primeiros porquinhos preocupam-se muito mais com a diversão do que com o trabalho e acabam tendo que buscar refúgio na casa do terceiro porquinho ( Prático) que planejou e trabalhou na construção de sua casa com afinco e disciplina.
          Esta fábula certamente nos ensina algumas lições sobre a preparação para concursos públicos. Os porquinhos representam os concurseiros e o Lobo Mau representa aquilo que todo concurseiro mais teme: a reprovação.
          O primeiro porquinho era dos três o mais sossegado. Não queria gastar nem um pouco de seu tempo com trabalho.  Pensava somente em diversão, vivia a cantar e dançar. Construiu uma casa de palha. Veio o Lobo Mau e com um sopro destruiu a choupana O primeiro porquinho correu desesperado para a casa dos irmãos. Muitos concurseiros adotam a postura deste primeiro suíno. Decidem se preparar para um concurso público mas não querem abrir mão de nada. Vivem a dizer: “eu não vou deixar de me divertir, de sair, de festejar, de levantar tarde, eu não vou perder meu fim de semana ou minhas horas de folga por causa de um concurso público.”Querem somente a alegria da aprovação sem nenhum esforço. Pobre concurseiro !  Como o primeiro porquinho, terá sérios problemas com o Lobo Mau da reprovação.
          O segundo porquinho se esforçou um pouco mais. Mas nem tanto. Preferiu a comodidade de construir uma casa de madeira. Esta casa era mais segura que a de palha, mas também não era muito resistente. Veio o lobo e com alguns sopros destruiu a casa, fazendo o segundo porquinho disparar em direção a casa de seu irmão. Os concurseiros que se parecem com o segundo porquinho são aqueles que estão com um pé dentro da canoa dos concursos e outro pé fora dela. Alternam momentos de motivação e esforço com outros de desânimo e preguiça. De manhã estão animados e decididos a estudar até passar. Á noite, já pensam em largar tudo e se dedicar a outra atividade. Acham que estudando mais ou menos, “dando uma lida na apostila” é possível ser aprovado. Ilusão!
Como o segundo porquinho, mais cedo ou mais tarde se depararão com o lobo da reprovação.
          Finalmente o terceiro porquinho. Com muito empenho e dedicação, trabalhando com ardor, construiu uma casa de tijolos que serviu também para abrigar os irmãos. Veio o Lobo Mau, que esgotou suas energias soprando e nada conseguiu fazer, ficando os porquinhos em perfeita segurança. Como vocês já devem estar imaginando, aqueles que são aprovados em concursos públicos agem como o terceiro porquinho. Renunciam a várias coisas a fim de se dedicarem á preparação, na certeza de que a renúncia é passageira. Traçam a estratégia de preparação de forma organizada e colocam todo seu esforço no estudo, com disciplina e seriedade. É evidente que isso não é fácil. Mas vale a pena. Assim como a casa do terceiro porquinho, um cargo público também oferece segurança e tranqüilidade.
          Além disso, o terceiro porquinho foi generoso, acolhendo seus irmãos. E esta é a outra lição que esta fábula nos deixa: não basta ser organizado, disciplinado ou esforçado. Mais importante que isso é ser bom.
 
 
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